terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

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Não te vejo, mas sinto que me espreitas, entre a folhagem do meu Paraíso, rodeias-me com a ternura do teu olhar. Sei de cor o pulsar do teu coração, conheço o calor das tuas mãos e as sensações que me provocam.
És a tentação que me desafia, a cada movimento subtil que fazes no meu jardim do Eden, quando deixas o teu perfume espalhado no ar, demarcando território, quando deixas que te espie os pensamentos, quando apressas o passo e te escondes, quando me aproximo do teu abrigo.
Eu sei onde estás, mas mantenho-me serena e tranquila, mastigando a loucura dos pensamentos.
Não te procuro, vou deixar que me descubras.